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Boas práticas

O manual da LINSI explica como a notação funciona e as boas práticas ajudam a ir além. Use-as como referência e adapte quando fizer sentido para o que você estiver construindo.

Defina o escopo da visão


Antes de começar um fluxograma, defina o que a representação precisa mostrar, onde ela começa e até onde vai.

Uma mesma jornada pode envolver diferentes camadas:

  • Experiência da pessoa: aquilo que ela percebe, acessa, faz ou vivencia — principal foco da aplicação da LINSI;
  • Processos operacionais e logísticos: atividades que sustentam essa experiência nos bastidores;
  • Processos técnicos: comportamentos de sistemas, integrações, automações ou outras execuções programáticas;
  • Outros papéis: ações realizadas por atendimento, operação, parceiros ou qualquer outra pessoa envolvida na jornada.

Evite partir da premissa de que todo fluxograma precisa mostrar uma jornada end-to-end ou omnichannel. Esse nível de abrangência faz sentido quando ajuda a responder ao problema que está sendo analisado, não como padrão. Você não precisa representar todas essas camadas sempre.

A LINSI pode representar desde um trecho específico até uma experiência ampla. O importante é saber qual visão você está construindo e por quê.

Também considere seu papel e o contexto do trabalho. Você pode mostrar processos de outras áreas quando eles forem necessários para compreender a experiência, mas evite detalhar, definir ou presumir comportamentos que não conhece. Nesses casos, represente apenas o necessário e valide o conteúdo com quem possui contexto sobre aquela parte da jornada.

Mesmas coisas, mesmos termos


Se algo aparece mais de uma vez no fluxograma, use sempre o mesmo nome, termo ou expressão.

Exemplo: Usar plano, oferta e produto para representar o mesmo conceito pode fazer parecer que existem diferenças onde não existem.

O mesmo vale para situações equivalentes: manter uma forma parecida de descrevê-las facilita bastante a comparação.

Deixe os Elementos respirarem


Não tente encaixar tudo no menor espaço possível ou, pior, manter tudo colado.

Quando Elementos ficam muito próximos, Setas, rótulos e desdobramentos começam a se misturar, e fica mais difícil perceber onde uma coisa termina e a próxima começa.

Dica: use como gap uma distância próxima ao tamanho do Elemento que está ao lado. A partir daí, ajuste conforme o contexto.

Cuide do contraste e da legibilidade


Texto, fundo, bordas e conexões precisam continuar fáceis de distinguir.

Se adaptar as cores propostas pela LINSI, mantenha contraste suficiente, mas também evite depender apenas da cor para comunicar uma diferença importante.

Dica: visualize o fluxograma fora do zoom em que ele foi criado. Algo que parece muito claro de perto pode ficar difícil de perceber numa apresentação, compartilhamento de tela ou exportação. Priorize a legibilidade também nessas condições.

Revise como quem vai consultar o fluxograma


Faça uma leitura do início ao fim como se o fluxograma tivesse sido criado por outra pessoa. Valide se você consegue identificar:

  • Quando e por que ele se divide;
  • Quais são as continuidades possíveis;
  • Onde Caminhos se encontram ou terminam;
  • Quais partes estão agrupadas ou relacionadas;
  • O que já está definido e o que ainda está pendente.

Também use as interações com sua equipe para refinar a representação. Fluxogramas podem mudar conforme decisões são tomadas, dúvidas são resolvidas e a própria experiência evolui.

Quando for importante acompanhar essa evolução ou consultar estados anteriores, considere versionar o fluxograma também.